
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Músicas para as crianças....

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Estou de volta: Primeira postagem do ano.
Olá amigas e amigos, este é o primeiro post de 2011, demorei né, estou de férias da escola, volto na próxima segunda-feira, dia 31/01, mas continuo trabalhando em casa com minha segunda atividade, artesanato, Graças a Deus, estou com muito trabalho, e me sobra pouco tempo para meus blogs.
Bem, então vamos lá. Lendo a revista Nova Escola de novembro/2010, achei uma matéria excelente, Texto Memorizado: modo de usar , vale a pena ler, eu gosto muito de trabalhar desta forma, então dentro da matéria tinha um projeto didático com um roteiro para trabalhar com parlendas. Já está no meu planejamento anual de 2011, neste ano vou trabalhar muito mais com projetos, quero fazer um trabalho interdisciplinar e este projeto sugerido pela Nova Escola está ótimo, leia você vai gostar.
Logo vou postar parlendas do livro recomendado no projeto.
Objetivos:
• Ler textos conhecidos de memória, ajustando o oral ao escrito.
• Construir conhecimentos sobre o funcionamento sobre o sistema de escrita alfabético.
Conteúdo:
• Leitura.
Alunos:
• 1° e 2° anos.
Tempo estimado:
• Um mês.
Material necessário:
• Livro Salada, Saladinha (Maria José de Nóbrega e Rose Pamplona, 56 páginas, Editora Moderna, cartolinas e lápis de cor).
Flexibilização:
• Para trabalhar com crianças com deficiência auditiva, em www.ne,org.br digite na busca “ coletânea de parlendas”.
Desenvolvimento:
• 1 Etapa:
Selecione parlendas diversas, inclusive as que os alunos já conhecem. Escreva cada uma delas em cartazes para apresenta-las ao grupo e organize um momento para brincar com elas. Assegure-se de que as crianças consigam recitar os textos coletiva e individualmente.
• 2 Etapa:
Apresente o Livro Salada, Saladinha e proponha a publicação de uma coletânea de parlendas organizadas pela turma. Oriente os alunos a decidir aspectos como “quem serão os leitores”. Em grupos, eles devem manusear o livro para observar como ele é organizar.
• 3 Etapa:
Produza com a classe uma lista com o nome das parlendas conhecidas e proponha que selecionem as que vão compor a coletânea. Liste as tarefas que devem ser cumpridas para a organização da publicação, como a seleção dos textos, e a elaboração da dedicatória, das ilustrações, e da capa, definindo o prazo para o lançamento.
• 4 Etapa:
Distribua para cada dupla cópias de parlendas escritas em letra bastão, misturando um texto selecionado a outros do mesmo genêro que não foram escolhidos para o livro. Nenhum deles deve conter o título, para que os alunos tenham de fazer a leitura do texto inteiro a fim de indentificá-los. Para selecionar o que entregar a cada dupla, atente-se para as caracter´siticas quantitativas e qualitativas das parlendas. Observe o conjunto abaixo. A tarefa das crianças é localizar a parlenda Santa Luzia:
Texto 1
Santa Luzia
Passou por aqui
Com seu cavalinho
Comendo capim
Santa Luzia
Que tinha três filhas:
Uma fiava
Uma tecia
Uma que tirava
O cisco que havia.
Texto 2
Santa Clara clareou
São Domingos alumiou.
Vai, chuva!
Vem, Sol!
Vai, chuva!
Vem, Sol!
Pra secar o meu lençol!
Texto 3
Corre, ratinho
Que o gato tem fome
Corre, ratinho
Que o gato te come.
Entregar aos alunos os textos 1, 2 e 3; ou os textos 1 e 2, ou ainda os textos 1 e 3, consiste em decisões didáticas que apresentam distintos problemas de leitura. Entre Corre ratinho e Santa Luzia, há mais contrastes quantitativos e qualitativos do Santa Luzia e Santa Clara Clareou, o que torna a tarefa mais desafiadora. A leitura dos textos 1, 2 e 3 pode colocar desafios para as crianças que já pensam nos aspectos quantitativos do sistema de escrita, enquanto a proposta com os texto 1 e 3 é desafiadora para quem está começando a considera-los. O tamanho das parlendas, a quantidade de estrofes, as letras usadas e a existência ou não de termos repetidos nos textos são alguns dos índices a considerar ao planejar as sessões de leitura. Como sabem o que está escrito, antecipar onde isto está escrito é a primeira estratégia usadas pelos estudantes. Nessas sessões de leitura, as ações dos alunos será buscar ajustar as cadeias orais aos segmentos escritos. Não é óbvias para eles a relação entre oral e escrito, entre as partes e o todo. Desse modo, favoreça que possam colocar em jogo o que sabem sobre o sistema de escrita, mas passem a incluir, ao longo das sessões, novos aspectos não considerados inicialmente.
Garanta que todos justifiquem essas antecipações levando em conta as marcas gráficas do texto, identificados os textos a ser publicados, recolha as parlendas não selecionadas, deixando em cada dupla a parlenda escolhida.
Solicite que todos planejem e executem as ilustrações dos textos e da capa do livro.
• 5 Etapa
Reúna as parlendas ilustradas e a capa, proponha a escrita da dedicatória e comunique à comunidade escolar o lançamento da coletânea.
• Produto final:
Coletânea de Parlendas.
• Avaliação:
Observe os progressos dos alunos em relação á construção do sistema de escrita e ao desenvolvimento de comportamentos leitores:
1. Os estudantes memorizaram e se divertiram com as parlendas?
2. Ampliaram o repertório de parlendas conhecidas?
3. Realizaram as tarefas de leitura, arriscando-se a antecipar o que estava escrito e verificando as antecipações, considerando as marcas gráficas e os índices quantitativos e qualitativos.
Fonte: Projeto retirado da Revista Nova Escola - Novembro/2010
Faz parte da matéria: Texto Memorizado: modo de usar - Beatriz Vichezzi
Língua Portuguesa - 1 e 2 anos.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
NATAL _ Sugestão para fazer com seus alunos.


Fonte: Revista Professor Sassá - Especial de Natal - Editora Minuano
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Atividade interdisciplinar com poema.
Texto apresentado pela professora: Brincadeiras de triângulos (anexo):
Objetivos:
Português/Alfabetização.
• Diversidade textual: texto poético;
• Trabalhar com a sonoridade do texto: rimas;
• Apresentar a estrutura do texto identificando versos e estrofes;
• Leitura e interpretação;
• Expressão oral;
Matemática:
• Identificação das formas geométricas: triângulo, círculo, quadrado, retângulo;
• Noção de quantidade;
• Organização e orientação espacial;
• Visualização e representação de formas geométricas;
• Desenho de formas geométricas;
• Classificação;
• Comparação;
• Composição de figuras através da exploração das formas geométricas;
• Noções Topológicas;
Artes:
• Cores;
• Desenho e contorno;
• Pintura/Fundo;
• Coordenação motora fina, através de recorte com tesoura e pintura a dedo;
• Pintura utilizando giz de cera, guache e lápis de cor;
• Despertar a criatividade;
Materiais utilizados:
• Papel sulfite A-4
• Tesouras, cola, lápis colorido;
• Papel dupla face colorido;
• Moldes de triângulos em papel grosso;
• Folhas de EVA colorido;
• Cola para EVA;
• Canetas de retro-projetor;
• Livro de literatura infantil: As Partes;
• Blocos Lógicos;
Procedimentos:
• Antes de iniciar o trabalho com o texto, os alunos irão manipular os Blocos Lógicos para trabalhar com as formas, círculo, quadrado retângulo e triângulo;
• Questionar sobre onde estas formas estão presentes no nosso dia-a-dia, sala de aula, em casa;
• Leitura do texto pelo professor para os alunos;
• Apresentação da tipologia textual; identificação da sonoridade, rima, texto poético;
• Apresentar a estrutura do texto com os versos e estrofes;
• Interpretação do texto;
• Apresentação do “livrinho”, capa, páginas, divisão das estrofes, ilustração;
• Comparação com um livro já editado; Leitura do livro As Partes, trabalhar oralmente com a interpretação e com as ilustrações;
• Sequência/oralidade: início: o que fazer primeiro, final (encadernação)
• Confecção do “livro”: margem, divisão das estrofes, ilustração (pintura do fundo e desenho, recorte e colagem;
• Após o termino do “livrinho” dos alunos, fazer outra leitura do livro As Partes;
• Trabalhar com o jogo TAGRAN; Ler a história do jogo, como surgiu;
• Jogo individual, inicialmente deixá-los “mexer” com as peças livremente, depois a professora irá apresentar “as peças” do jogo dela, mostrando algumas formas que podem ser formadas;
• Trabalhar em grupo de dois alunos, cada um com o seu jogo, formar o maior número de figuras que eles conseguirem, a professora vai orientar os grupos;
Organização da sala:
• Os alunos deverão estar em duplas;
Duração do Projeto:
• 20 dias letivos;
Texto trabalhado no livro com os alunos.
Brincadeiras de Triângulos – Marília Tresca
DOIS TRIÂNGULOS SE ENCONTRARAM
UM DIA PARA BRINCAR
TIVERAM MUITAS IDEIAS
QUE AGORA VÃO MOSTRAR
MERGULHARAM NUM AQUÁRIO
E PUSERAM-SE A NADAR
FEITO PEIXINHOS TRAVESSOS
SOLTANDO BOLHINHAS NO AR.
DERAM UM SALTO LÁ PRA FORA
E COM RAPIDEZ TAMANHA
SERVIRAM DE BERÇO AO SOL
QUE NASCE ATRÁS DA MONTANHA.
NUM ENCONTRO DE AMOR
ENTRE UM BEIJO E UM ABRAÇO
SELARAM A FELICIDADE
COM UM GRANDE E LINDO LAÇO.
OSCILANDO COM AS ASAS
CADA UM DELES SE EMPENHOU
EM FORMAR A BORBOLETA
QUE VOOU DEPOIS POUSOU.
NISSO JÁ ERA NOITE
E ELES PARA ENTRETÊ-LA
ENTRELAÇARAM AS PONTAS
E CRIARAM UMA ESTRELA.
ESTRELA LÁ DO CÉU
E ESTRELA TAMBÉM DO MAR
SUBIRAM ATÉ AS ONDAS
NUM BARQUINHO A FLUTUAR
NOSSOS AMIGOS TRIÂNGULOS
COMO ERA NOITE DE SÃO JOÃO
UNIRAM-SE NAS BASES
E SUBIRAM NUM BALÃO.
A FESTA ESTAVA ANIMADA
MAS O QUE AINDA NÃO TINHA
ERA AQUELE COLORIDO
DA FAMOSA BANDEIRINHA.
AGORA JÁ ERA TARDE
E OS AMIGOS NA SALETA
CONTROLAVAM OS MINUTOS
NA AREIA DA AMPULHETA.
DESPEDIRAM-SE ENTÃO,
E PARARAM DE BRINCAR
TORNARAM A SER TRIÂNGULOS
MAS PROMETERAM VOLTAR.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Atividade desenvolvida com texto poético.

Olá! Boa noite, este trabalho foi desenvolvido nas 2 últimas semanas com meus alunos, só pra lembrar, tenho uma sala de 1°ano, minha turminha está muito bem, a maioria já está com hipótese de escrita alfabética e lendo com a letra caixa alta, alguns leêm tambem a letra caixa baixa.






sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Atividades de Matemática- Adição e subtração
1°Ano



Fonte: Coleção Passo a Passo- Alfabetização sem segredos - 1° ano - Editora Eimar
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Livro: Arca de Ninguém - PowerPoint
domingo, 24 de outubro de 2010
Lembrancinha do Dia das Crianças.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
DIA DO PROFESSOR
RecadosOnline
Governantes do nosso País, mais atenção com as séries iniciais do Ensino Fundamental.
29/09/2010 - 13h02
Ensino fundamental é decisivo para superior, diz estudo
As quatro primeiras séries do ensino fundamental são as mais decisivas para que os estudantes do ensino superior de um Estado demonstrem melhor aproveitamento. Segundo pesquisa realizada pelo Insper (ex-Ibmec-SP), por apresentar maior potencial de melhorias, é o primeiro ciclo que deve merecer mais atenção por parte dos gestores ou do governo.
A pesquisa tem o objetivo de mostrar em que níveis da educação básica nos quais mais esforços devem ser concentrados para que a eficiência das instituições de ensino seja melhorada. A ideia foi medir o impacto que o ensino básico tem no superior, por região do País.
A Região Sul foi a que obteve o melhor resultado - portanto, é a que apresenta as instituições de ensino mais eficientes na relação entre o desempenho do ensino básico e a qualidade do ensino superior: 97,2% de aproveitamento. A Região Nordeste é a pior, com 64,9%. A Região Sudeste obteve 87,3%; a Centro-Oeste, 75,3%; e a Norte, 65,6%. A pesquisa considerou como premissa os alunos terem cursado o ensino básico e o superior no mesmo Estado.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores fizeram cálculos estatísticos com dados das 27 unidades federativas. Foram utilizados dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - que mede o fluxo escolar e apresenta médias de desempenho dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio - e um produto representado pela média do Índice-Geral de Cursos da Instituição (IGC), o indicador de qualidade das instituições de ensino superior do Ministério da Educação.
"São as turmas de 1.ª a 4.ª série que merecem mais atenção. Os investimentos no ensino superior têm sido maiores que no ensino básico", afirma Maria Cristina Gramani, uma das autoras do estudo. "Um fato relevante que mostra como o primeiro ciclo precisa de mais investimentos é o próprio salário dos professores, menor que o daqueles que dão aula para classes de 5.ª a 8.ª." Para Maria Cristina, a Região Sul obteve a melhor posição porque seus Estados têm redes menores e apresentam políticas educacionais mais consistentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/29/ensino-fundamental-e-decisivo-para-superior-diz-estudo.jhtm
Fonte: Site do UOL-Educação;
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O Alfabeto não pode faltar....
Boa noite! Li este artigo lá no site da Revista Nova Escola, está muito bom, quem é alfabetizador, sabe que é verdadeiro que o alfabeto, tanto o fixo que fica na parede, como o móvel, são materiais indispensáveis à nossa prática diária.
Fonte: Site da Revista Nova Escola_ Clique no link abaixo:
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/ele-nao-pode-faltar-427752.shtml?page=2
Língua Portuguesa
Alfabetização inicial Prática pedagógica - Escrita pelo aluno
O alfabeto não pode faltar
Ferramenta indispensável nas salas de séries iniciais, o alfabeto ajuda as crianças a tirar dúvidas sobre a grafia das letras com autonomia.
Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)
Pendurado na parede desde o primeiro dia de aula, ele ocupa uma posição central na classe - de preferência, acima do quadro, no campo de visão de todos os alunos. Material de apoio precioso para um ambiente alfabetizador na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, é a ele que os pequenos recorrem quando querem encontrar uma letra e saber como grafá-la. Se sabem que "gato" se escreve com G, mas esqueceram o jeitão dele, é só caminhar pela sequência de letras até encontrá-lo. Se na hora de escrever "mar" bater a dúvida de quantas perninhas tem o M, a resposta também está lá. O alfabeto da classe é um companheiro permanente para quem ensaia os primeiros passos no universo da escrita.
Mais sobre Alfabetização
Reportagens
Pequenos leitores
Alfabetizar é todo dia
Tudo sobre alfabetização
Planos de aula
Nomes próprios
Legendas para fotos
Hora da chamada
Criar agendas telefônicas
ESPECIAL
Tudo sobre Alfabetização
Não espanta o consenso de que um alfabeto, organizado em cartazes ou painéis de tamanho razoável, deve estar presente em toda - sim, em toda - sala de alfabetização inicial. Afinal, ele é um precioso instrumento de consulta para as situações de escrita, uma das quatro situações didáticas mais importantes nesse processo (as outras três são a leitura pelo professor, a leitura pelo aluno e a produção oral com destino escrito, quando o professor atua como escriba). Se você leciona para pré-escola, 1º ou 2º ano, precisa dominar essas práticas.
Para que o alfabeto realmente ajude na compreensão do funcionamento da escrita, é preciso saber usá-lo. Isoladamente, ele não é nada além de uma lista de letras. Apenas mandar a garotada ler a sequência de A a Z não faz ninguém avançar na alfabetização. "Memorizar a ordem das letras é importante, mas esse saber deve ser acionado pelas crianças durante atividades de reflexão sobre a escrita", afirma Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.
SABER NECESSÁRIO Agendas telefônicas mostram a importância da ordem alfabética numa situação real. Foto: Gilvan Barreto
Uma oportunidade de fazer isso é trabalhar com a construção de agendas telefônicas (leia o projeto didático). Nessa tarefa, a utilidade da ordem das letras fica clara: ela serve para tornar a busca de nomes mais rápida e precisa. A proposta foi adotada pela professora Janine Caldeira Veiga, da EM Atenas, no Rio de Janeiro. No caso de Janine, a confecção das agendas fez parte de um projeto amplo, que teve o alfabeto como aliado em todas as etapas. "Ele ajudou a turma do 2º ano a conferir a grafia e a pronunciar o nome das letras ou como apoio à memória para saber qual a posição de uma delas na sequência", diz.
De fato, o instrumento é útil durante todo o início da alfabetização, ajudando a responder aos dois principais problemas de quem está entrando no processo. O primeiro - o que, exatamente, a escrita representa? - mobiliza sobretudo as crianças na fase pré-silábica, em que elas ainda não entendem que a escrita é uma representação da fala. Nessa fase, enfatizar a diferença entre desenhar e escrever é fundamental. Você pode usar o alfabeto para apresentar as letras que compõem a escrita, colaborando para distingui-las dos números e de outros símbolos.
O segundo desafio - como se organiza a escrita? - pode ser enfrentado quando alguma palavra apresentar falta de letras. Por exemplo, se um aluno escreve "AO" para representar "pato", provoque uma reflexão e questione:
- Me indique no alfabeto com que letra começa "pato".
- Está ali. É o P, de Paula.
- Isso mesmo. Agora olhe o que você escreveu: "AO". Onde a gente pode colocar o P na sua escrita?
Outra dúvida comum diz respeito à grafia das letras. A forma do G é uma das mais problemáticas. Para desenvolver a autonomia, incentive a criança a procurar a letra pela recitação do alfabeto
O alfabeto deve ter letras de imprensa, sem decorações
Atenção, porém, antes de produzir o alfabeto da classe. Ainda são muito comuns os modelos que trazem as letras de A a Z decoradas, com figuras cuja inicial é a letra em questão. Assim, o B, por exemplo, vem adornado por uma asa de borboleta, com um contorno que se mistura ao da letra. Não é o ideal, pois a associação com desenhos confunde a criança. "Nessa fase inicial de aprendizado, ela imita a escrita e ainda não consegue determinar com clareza o que é central e o que é periférico, o que realmente faz parte da letra e o que é somente um enfeite. Por isso, qualquer elemento supérfluo acaba sendo reproduzido", argumenta Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA. O melhor é que o alfabeto seja composto de letras de imprensa maiúsculas, de contornos mais limpos e claramente identificáveis quando reunidos em palavras.
Depois que os pequenos já entenderam o que a escrita representa e como ela se organiza, aí, sim, você deve mostrar outros tipos de letra, como a de imprensa minúscula (o que vai ampliar a compreensão de livros, jornais, revistas e outros materiais impressos) e a cursiva maiúscula e minúscula (facilitando o contato com notas e bilhetes manuscritos e produções escolares). Novamente, essa etapa também pode se beneficiar da colaboração de um alfabeto pendurado na parede - dessa vez, um modelo um pouco mais sofisticado, com a letra maiúscula em destaque e os outros quatro tipos correspondentes logo abaixo.
Quer saber mais.
Clélia Cortez
EM Atenas, R. Gentil de Ouro, s/nº, 23063-340, Rio de Janeiro, RJ, tel. (21) 2413-3809
BIBLIOGRAFIA
Aprender a Ler e a Escrever, Ana Teberosky e Teresa Colomer, 192 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 49 reais
NOVA ESCOLA Alfabetização, edição especial, 4,80 reais, nas bancas a partir de 16 de março
Psicogênese da Língua Escrita, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, 300 págs., Ed. Artmed, 52 reais
Reflexões sobre Alfabetização, Emilia Ferreiro, 104 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 15 reais

