sexta-feira, 13 de maio de 2016

Alfabetização: É preciso respeitar o tempo da criança.

Alfabetização: 

Quando meu filho vai aprender a ler e a escrever? É preciso respeitar o tempo da criança. Entenda como funciona esse processo e saiba o que você pode fazer para estimular o interesse pelo universo das letras sem pular etapas.



Cada criança tem o seu tempo. Você já deve ter escutado isso muitas vezes na ansiedade de saber quando o seu filho engatinharia, daria os primeiros passos, começasse a falar... A alfabetização não é diferente, e também é preciso perceber e levar em conta o interesse dela pelo universo das letras -- tanto faz se ele surgir aos 3 ou aos 6 anos.

Não há necessidade de comprar um alfabeto de EVA e mostrar todo dia ao seu filho, mas também não precisa fazer cara de paisagem se ele perguntar com que letra começa o seu nome antes mesmo de iniciar a alfabetização. É saudável que essa curiosidade parta da criança e não há motivos para podar, desde que seja realmente um interesse genuíno dela.   
QUANDO HÁ PROBLEMA DE ALFABETIZAÇÃO. 
“Os adultos não devem impor censuras sobre o que a criança pode ou deve ler e escrever, nem sobre a idade certa para esse aprendizado”, defende Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Unesp e presidente da Associação Brasileira de Alfabetização. “A criança não precisa pedir ou esperar permissão dos pais ou da escola. Ela pode e deve começar esse aprendizado quando desejar.” 

COMO DESPERTAR O INTERESSE NA CRIANÇA? 
Em primeiro lugar, nunca force a barra nem queira fazer o papel da escola. Mas, sim, os pais também têm função importante nesse caminho. É preciso oferecer à criança um ambiente de letramento desde cedo. O que isso quer dizer? Conversar desde a barriga, falar diretamente com o filho quando bebê, ter muitos livros em casa ao alcance dele e contar histórias. 

11 DICAS PARA ESTIMULAR O SEU FILHO NA ALFABETIZAÇÃO - SEM PRESSA. 
“As famílias precisam conversar mais e ficar menos tempo em frente às telas. A oralidade é a primeira fase da escrita. Quando a criança é incentivada a falar e a se expressar, o processo da alfabetização fica mais fácil”, aponta Gisela Wajskop, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e colunista da CRESCER. Gisela ressalta também o valor da leitura. “Na maioria dos países desenvolvidos e com bons modelos de educação, como Austrália, Nova Zelândia, Finlâdia e Canadá, a expectativa de alfabetização é entre 6 e 7 anos, isso porque há muito incentivo à leitura desde cedo. Na escola, os professores leem muito. Em uma sala de educação infantil, há mais de 100 títulos à disposição dos alunos”, conta. Um estudo do Centro Norueguês de Leitura da Universidade de Stavanger mostrou a importância de ler em casa desde os primeiros anos de vida da criança para a aquisição da leitura e da escrita formais na escola.Os pesquisadores analisaram as habilidades de 1.171 alunos da primeira série (crianças que completam 6 anos) e entrevistaram os pais para saber com que frequência e quanto liam para os filhos, desde quando faziam isso e qual era o número de livros infantis que tinham em casa. Os resultados indicam que, quanto mais significativo é o livro na vida das crianças desde pequenas, mais preparadas elas estarão para aprender a ler e escrever.

SEU FILHO ESTÁ PRONTO PARA A ALFABETIZAÇÃO?
Estar pronto para a alfabetização depende ainda do desenvolvimento motor e cognitivo. A orientação temporal e espacial, conceitos como grosso e fino, em cima e embaixo, largo e estreito, são adquiridos antes da leitura e da escrita. Esse desenvolvimento não depende apenas da maturidade, mas também de estímulos e da interação com outras pessoas – e aí entram novamente os pais. “A habilidade de segurar um lápis, por exemplo, exige maturação do sistema nervoso central, mas é algo ensinado. Escrever passa por etapas que começam com o desenho, depois com a noção de que existem letras e que elas têm função de escrita, até chegar à compreensão de que a escrita representa os sons da língua.  


Esse desenvolvimento normalmente ocorre associado à evolução da leitura, que começa com o reconhecimento de imagens”, explica a pediatra Glaura César Pedroso, membro do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade Brasileira de Pediatria. Já deu para perceber que inúmeros fatores interferem no sucesso da alfabetização. A escola é a principal responsável pelo processo, logo, metodologias diferentes conduzirão a criança por caminhos e tempos distintos. Segundo a professora Maria do Rosário Longo Mortatti, presidente da Associação Brasileira de Alfabetização, existem dois tipos básicos de métodos usados no Brasil e no mundo: o sintético, da parte para o todo, e o analítico, que faz o caminho inverso. 



Por Fernanda Montano - atualizada em 24/02/2016 17h37. 
Site da Revista Crescer.




domingo, 24 de abril de 2016

Alfabetização: 6 práticas essenciais.

Alfabetização: 6 práticas essenciais
Conheça as ações para fazer toda a turma avançar, as características das atividades desafiadoras em cada um dos seis tópicos e os equívocos comuns
 1-) Identificar o que cada criança da turma já sabe

O que é:

Avaliar o nível de alfabetização e as intervenções mais adequadas para cada aluno. Antes mesmo de entrar na escola, as crianças já estão cercadas por textos, mas o contato com eles depende dos hábitos de cada família. Assim, uma turma de 1º ano vai apresentar uma variedade enorme de saberes, com estudantes pré-silábicos (quando as letras usadas na escrita não têm relação com a fala), silábicos sem valor sonoro (representando cada sílaba com uma letra aleatória), com valor sonoro (usando uma das letras da sílaba para representá-la), silábico-alfabéticos (que alternam a representação silábica com uma ou mais letras da sílaba) e, finalmente, alfabéticos (que escrevem convencionalmente, apesar de eventuais erros ortográficos). 

Ações:

A atividade de diagnóstico mais comum é o ditado de uma lista de palavras dentro de um mesmo campo semântico (por exemplo, uma lista de frutas) com quantidade diferente de sílabas. Com base nela, é possível elaborar um mapa dos saberes da turma e planejar ações (leia o depoimento abaixo). Também vale usar os resultados das sondagens periódicas para informar os pais sobre os avanços de seus filhos.



Mapa dos saberes é a base para formar grupos

"Quando comecei a alfabetizar, não utilizava os resultados dos diagnósticos em sala de aula. Hoje, o mapa da classe funciona como um subsídio obrigatório para a organização de grupos de alunos com saberes próximos. Uma criança pré-silábica precisa de uma ajuda muito diferente de uma alfabética, por exemplo. Além disso, o diagnóstico me ajuda a planejar atividades diferenciadas. Ao mesmo tempo em que trabalho textos de memória com os que estão em hipóteses menos avançadas, promovo a leitura com os que já sabem ler."

Elienai Sampaio Gonçalves de Brito é professora do 1º ano da EM Barboza Romeu, em Salvador, BA.

Os erros mais comuns:

- Não usar as informações da sondagem no planejamento. Os dados do diagnóstico devem orientar as atividades, os agrupamentos e as intervenções. 

- Não planejar atividades diferentes para alunos alfabéticos e não alfabéticos. Os que já dominam o sistema de escrita precisam continuar aprendendo novos conteúdos, como ortografia e pontuação.


2-) Realizar atividades com foco no sistema de escrita

O que é:

Criar momentos para que os alunos sejam convidados a pensar sobre as relações grafo fônicas e as peculiaridades da língua escrita. A intenção é fazer com que eles investiguem quais letras, quantas e onde usá-las para escrever. Alguns exemplos de perguntas para a turma: a palavra que você procura começa com que letra? Termina com qual? Quantas letras você acha que ela tem? É por meio de reflexões desse tipo que as crianças entendem a ligação entre os sons e as possíveis grafias. Algo muito distinto do que se fazia até pouco tempo atrás, quando vigorava a ideia de memorização. Os alunos primeiro repetiam inúmeras vezes as sílabas já formadas (ba, be, bi, bo, bu) e depois tentavam formar palavras e frases utilizando as sílabas que já haviam aprendido ("O burro corria para o correio", "Ivo viu a uva" e outras sem sentido algum). Só depois de guardar todas as possibilidades, a criança começava a escrever pequenos textos. O pior era que, em muitos casos, o momento da produção nunca chegava. 

Ações:

Desafiar os alunos a ler e a escrever, por conta própria, textos de complexidade adequada ao seu estágio de alfabetização (leia o depoimento abaixo). No esforço de entender como funciona o sistema alfabético, as crianças vão inicialmente tentar ler com base no que conhecem sobre a escrita e onde ela aparece (cartazes, livros, jornais etc.), utilizando o contexto para identificar palavras ou partes delas. As questões que o professor faz para que a criança justifique o que está escrito e os conflitos cognitivos decorrentes dessas indagações e da interação com os colegas levam à revisão de suas hipóteses.


Listas para desafiar a turma a escrever

"Tenho clareza de que as crianças refletem sobre o sistema de escrita quando são desafiadas a ler e a escrever. Meu foco são os que ainda não estão alfabéticos. Para eles, preparo listas (de frutas, dos nomes da chamada etc.) e textos de memória (músicas, adivinhas etc.). Procuro ainda respeitar o tempo de evolução de cada aluno. Não dá para forçar que ele mude de hipótese só mostrando o que está errado. Esse é um processo cognitivo que depende de cada um."

Angela Viera dos Santos é professora do 2º ano da EE Josefina Maria Barbosa, em São Paulo, SP.

Os erros mais comuns:
- Deixar o aluno escrever sem intervir nem fornecer informações. A criança só avança ao receber ajudas desse tipo do professor.

- Pedir que os alunos copiem textos. Esse exercício mecânico pode, no máximo, ajudar a memorizar.

- Não desafiar os alunos a ler. Procurar nomes em listas, por exemplo, é essencial para entender a lógica do sistema de escrita.


3-) Realizar atividades com foco nas práticas de linguagem

O que é:

Ajudar as crianças a entender como os textos se organizam e os aspectos específicos da linguagem escrita. Mais que enumerar as características dos diferentes gêneros, o importante é levar a turma a perceber as características sociocomunicativas de cada um deles, mostrando que aspectos como o estilo e o formato do material dependem da intenção do texto (por que se escreve) e de seu destinatário (para quem se escreve). "Isso se faz com a produção e a reflexão sobre bons exemplos", diz Neurilene Martins, coordenadora do Instituto Chapada, em Salvador. 

Ações:

As atividades mais consagradas são a leitura em voz alta e a produção de texto com o professor como escriba. Nas situações de leitura, o docente atua como um modelo de leitor: ele questiona as intenções do autor ao escolher expressões e palavras, retoma passagens importantes e ajuda na construção do sentido. Já nas ações de produção de texto oral com destino escrito (leia o depoimento abaixo), ao propor que os estudantes ditem um texto, ele discute a estrutura daquele gênero, escreve e revisa coletivamente, sugerindo alterações para tornar a composição mais interessante.


Produzir textos antes mesmo de saber escrever convencionalmente

"Em minha turma, todo dia leio uma história de literatura infantil. Dessa forma, as crianças entram em contato com a linguagem que se escreve - que, em vários casos, tem marcas distintas da oral. Também atuo constantemente como escriba. Quando vou escrever um cartaz, por exemplo, peço para os alunos me ajudarem com as ideias e que pensem na melhor maneira de comunicar o que queremos. É utilizando a língua escrita em contextos reais de comunicação que as crianças aprendem a ler e escrever de forma autônoma".

Luciana Kornatzki é professora do 1º ano da Escola Desdobrada Jurerê, em Florianópolis, SC.

Erros mais comuns

- Ler para a turma sem destacar as características da linguagem. Depois de uma primeira leitura completa, é fundamental mostrar as expressões que ajudam a construir a forma e o significado dos textos.

- Explorar apenas as características de cada gênero sem produzi-lo. Conhecer a estrutura não garante as condições para a produção. Aprende-se a ler lendo e a escrever escrevendo.



Fonte: Reportagem no site da Revista Nova Escola, no link abaixo:


No próximo post. continua a reportagem.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Poema: DIVERSIDADE - Tatiana Belink



DIVERSIDADE

Um é feioso,
Outro é bonito
Um é certinho
Outro, esquisito

Um é magrelo
Outro é e gordinho
Um é castanho
Outro é ruivinho

Um é tranqüilo
Outro é nervoso
Um é birrento
Outro dengoso

Um é ligeiro
Outro é mais lento
Um é branquelo
Outro sardento

Um é preguiçoso
Outro ,animado
Um é falante
Outro é calado

Um é molenga
Outro forçudo
Um é gaiato
Outro é sisudo

Um é moroso
Outro esperto
Um é fechado
Outro é aberto

Um carrancudo
Outro ,tristonho
Um divertido
Outro, enfadonho

Um é enfezado
Outro é pacato
Um é briguento
Outro é cordato

De pele clara
De pele escura
Um ,fala branda
O outro, dura

Olho redondo
Olho puxado
Nariz pontudo
Ou arrebitado

Cabelo crespo
Cabelo liso
Dente de leite
Dente de siso

Um é menino
Outro é menina
(Pode ser grande ou pequenina)

Um é bem jovem
Outro, de idade
Nada é defeito
Nem qualidade

Tudo é humano,
Bem diferente
Assim, assado todos são gente

Cada um na sua
E não faz mal
Di-ver-si-da-de
É que é legal

Vamos, venhamos
Isto é um fato:
Tudo igualzinho
Ai ,como é chato!

Tatiana Belink


Livro para baixar (clique no link abaixo)



Biografia da autora e sugestões de atividades: (clique no link abaixo)



Diversidade: Tatiana Belink


Olá! Venho compartilhar o trabalho realizado pelas professoras do 2º ano da minha escola com o poema DIVERSIDADE - TATIANA BELINK.

Inicialmente as professoras leram e exploraram oralmente o poema, depois os alunos copiaram o poema do quadro e fizeram a leitura. Com o auxílio das professoras destacaram as palavras que não conheciam.
Em outro momento, procuram em grupo, as palavras escolhidas no dicionário (aprenderam a usar o dicionário), copiaram o significados das palavras e confeccionaram um dicionário ilustrado por eles.
As atividades foram ótimas, aprenderam a utilizar o dicionário e os significados de palavras novas.







Professoras Adriana Volpini e Dayse Mari 2º ano - E.M. Leonor M. de Held.
No próximo post, vou mostrar os dicionários e colocar o poema, tchau! Zélia.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Brincadeiras tradicionais.

JOGOS E BRINCADEIRAS TRADICIONAIS.


Cinco Marias

Pula Elástico



Clique nas imagens para copiar

Fonte: Revista: Curso de Férias - Novo Educador Especial - Editora Alto Astral

terça-feira, 12 de maio de 2015

Atividades de matemática: Histórias matemáticas

Situações problemas.




Fonte: A Maneira Lúdica de Ensinar Fatos e Operações - Editora FAPI.
Clique nas imagens para copiar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Trabalhando Ciências com a Educação Infantil ou Séries Iniciais.






Fonte: Revista Atividades para Professores da Educação Infantil.

As crianças vão amar essas atividades práticas dos conteúdos de ciências (meio ambiente, fenômenos da natureza). É muito melhor assim, descobrir as coisas da vida, com atividades interessantes. Elas podem ser desenvolvidas com os alunos da Educação Infantil ou do 1º e 2º anos. 

domingo, 3 de maio de 2015

Atividades de matemática: Sequência numérica e antecessor e sucessor.


Atividades de sequência numérica e  noção de quantidade.


Esta atividade pode ser incluída com as atividades do Livro Romeu e Julieta.
Para ver a postagem do livro, clique aqui.



Atividades de sucessor e antecessor.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Atividades: Formas Geométricas.

Formas Geométricas: atividades para o 1º ano e Educação Infantil.




Fonte: Guia Prático para Professores de Educação Infantil.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Arte: Releitura, Volpi

Sequência Didática

Festa Junina: Releitura das obras de Alfredo Vopi.


Clique nas imagens para ler e copiar.



Fonte: Guia Prático para professores de Educação Infantil.

Olá! Sei que ainda não é época de Festa Junina, mas junho logo estará chegando, achei essa sequência didática muito criativa, e o professor, a partir dessa tema, pode trabalhar com outros conteúdos como: sequência numérica, noção de quantidade, situações problemas do campo aditivo e multiplicativo e outros.  
Gosto muito desta Revista  Guia Prático para professores de Educação Infantil, as atividades, além da Educação Infantil, podem ser adaptada para as séries iniciais do Ensino Fundamental, vale a pena frequentar Sebos para comprá-la com um precinho mais acessível.  

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Atividades para trabalhar com tabela e gráfico.


TABELAS E GRÁFICOS.


O trabalho com tabelas e gráficos deve-se iniciar desde a Educação Infantil, pois faz parte do programa curricular e está presente no dia a dia dos alunos. O professor deve ter atenção em contextualizar as atividades em papel, como essas que estou deixando aqui, por exemplo, não tem sentido, entregar uma atividade xerocada desta do sorvete, sem antes fazer com os alunos uma lista com os sorvestes preferidos da turma, fazer uma tabela com os mais votados e introduzir o gráfico. Só depois, pode-se entregar a atividade para sistematizar e ou avaliar o conteúdo. 


Essas atividades podem ser introduzidas em vários conteúdos das séries iniciais,  jogos preferido, a idade dos alunos da sala, pontuação dos jogos, animais de estimação e outros. Quando o professor for trabalhar com um determinado tema gerador  ou projeto deve pensar se nas atividades é possível explorar tabelas e gráficos.


Fica a dica, espero que gostem, Zélia.

Fonte: A Maneira Lúdica de Ensinar Fatos e Operações - Editora FAPI