quinta-feira, 16 de abril de 2015

Dicas para o professor cuidar da voz.

Como cuidar bem da sua voz

O cuidado com a voz é importante para o bem-estar do professor e também colabora com a prática pedagógica


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 A professora fez um tratamento e mudou seus hábitos  em sala após o aparecimento de nódulos na garganta. Foto: Patricia Stavis
Problema e mudança A professora Alexandra Hardt Carlini, do Colégio Piramis, fez um tratamento e mudou seus hábitos em sala após o aparecimento de nódulos na garganta.

O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho. 

Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: "Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz". Para ela, a orientação durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum. 

Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores. 

Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.

Pequenos ajustes 
  • Mudanças simples em seus hábitos podem colaborar para preservar a sua voz e evitar problemas futuros .
  • Sem ruídos Feche as portas e as janelas para ajudar a manter a concentração da turma e poupar sua voz da competição com o ruído que vem da rua e do corredor. 
  • Postura ereta Ao ficar em pé, você consegue se expressar com mais facilidade e tem um controle maior sobre os alunos. Evitando a bagunça, poupa a voz. 
  • Ajuda do som Converse com a coordenação da escola para que ela disponibilize microfones a todos que necessitam. Faça acordos com os alunos para eliminar os gritos. 
  • Longe do quadro Se você usa giz, o pó pode ser inalado e secar sua garganta. Por isso, fale virado para a turma. A atitude também favorece a comunicação com a classe. 
  • Momentos de pausa Quando os alunos estão fazendo um trabalho em grupos, aproveite para poupar a sua voz para a continuação da aula. 

Um santo remédio Tomar água propicia intervalos e hidrata as cordas vocais. Prefira o líquido a pastilhas, que podem fazer mal, em vez de ajudar.


Tem mais no site da Revista Nova Escola, entre e confira.


terça-feira, 14 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Literatura Infantil: Abaré


Sugestão de leitura para trabalhar com cultura indígena.

Essas são algumas páginas do livro Abaré.







Este livro veio nas caixas de literatura infantil - PNAIC, enviados pelo MEC. É um livro com imagens lindas sobre a cultura indígena, ele não tem texto escrito, somente imagens, é ótimo para trabalhar com os alunos a cultura dos índios e para que eles percebam que as imagens também é um tipo de texto e conta uma história.  O reconto e a produção de texto também são outras atividades de escrita.

  

domingo, 5 de abril de 2015

Brincadeiras indígenas.

Olá! Esse é um plano de aula que achei no Portal do professor para trabalhar com diversidade cultural, ótimas atividades, vale a pena conferir.

Brincadeiras Indígenas

Plano de Aula

Tema:  Cultura indígena.
Brinquedos e brincadeiras.

Objetivos:
·         Brinquedos e brincadeiras indígenas  
·         Conhecer e valorizar as brincadeiras de origem indígena.
·         Compreender e respeitar as regras das brincadeiras.
·         Confeccionar brinquedos.
·         Ler e interpretar textos e imagens.
Duração das atividades: 2 aulas
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Estratégias e recursos da aula
   ATIVIDADE 1
Professor inicie uma conversa com os alunos sobre as suas brincadeiras preferidas. Após esse momento, apresente imagens de crianças indígenas brincando. É importante nesse momento explicar para os alunos que as nossas brincadeiras fazem parte de uma herança cultural; aproveite para exemplificar apresentando as brincadeiras das crianças indígenas. Professor organize uma apresentação de crianças indígenas brincando para os alunos apreciarem. Durante a conversa e apreciação das imagens chame a atenção dos alunos destacando as semelhanças com as suas brincadeiras, os elementos que as crianças indígenas costumam usar para brincar e os lugares aonde as elas brincam.


  



ATIVIDADE 2:
Professor por meio de uma apreciação de vídeo as crianças poderão comparar suas brincadeiras com as das crianças indígenas. Após a exibição do vídeo, explore oralmente os conhecimentos que as crianças possuem sobre as brincadeiras que aparecem no vídeo, com as seguintes perguntas:
1.    Quem já conhecia, brincou algumas dessas brincadeiras?
2.    Como as crianças brincam individualmente ou em grupo?
3.    Quais são as regras?
4.    É preciso confeccionar algum brinquedo para se brincar?
5.    Onde poderemos realizar a brincadeira?

Sugestão de vídeos:

ATIVIDADE 3 

Professor organize a leitura de textos e imagens sobre as brincadeiras de origem indígena. Cada grupo recebe um texto para fazer a leitura com as regras de uma brincadeira. As crianças deverão ler as regras das brincadeiras e discutir entre elas, para que possam compreender e respeitar as regras, ao realizar as brincadeiras posteriormente.  Em seguida, os componentes do grupo irão apresentar a brincadeira para os demais grupos. Sugestão de cartões:





Jogo de gavião:

 Todas as crianças, meninos e meninas, formam uma grande fila, cada um agarrando o corpo do colega da frente com as mãos. A brincadeira pode começar com a criança mais alta do grupo, representando o gavião. Este se posta à frente da fila e grita piu. Esse som representa a chamada do Gavião que quer dizer “estou com fome”. O primeiro jogador da fila estende a perna direita depois a esquerda para a frente e pergunta: quer isso? O gavião responde negativamente, repetindo a brincadeira com cada jogador até chegar à última criança. A está o gavião diz sim e parte para sua perseguição, correndo para qualquer lado da fila. Os demais jogadores tentam impedir que o gavião pegue o último da fila, contorcendo a “corrente” para a esquerda e para direita. Nesse momento os menores acabam caindo no chão, criando um grande alvoroço. Se o gavião conseguir atingir o seu objetivo, volta a seu posto para fazer uma nova tentativa. Quando conseguir pegar a presa, leva-a para um lugar escolhido como seu ninho, prosseguindo o jogo até que o último da fila tenha sido pego.


Sugestão de Algumas Brincadeiras:

SOL E LUA - üacü rü tawemüc’ü

Essa brincadeira também é conhecida em outras localidades com outros nomes como PASSARÁ DE BOMBARÉ. Crianças dispostas em coluna por um, segurando na cintura do que está à frente. Duas outras crianças, representando o SOL E A LUA, fazem uma "ponte", mantendo as mãos dadas acima. Cantando, as crianças passam sob a ponte várias vezes. Numa das vezes o Sol e a Lua prendem o último ou os dois últimos. Perguntam-lhe para que lado querem ir. A criança escolhe e vai colocar-se atrás do Sol ou da Lua. E assim continuam até terminar. Quando todas as crianças passam, têm-se dois partidos. A duplas mantém os braços dados, e todos mantêm-se segurando na cintura do colega da frente. Vão puxar-se, para ver que partido ganhará. Ganhará aquele grupo que conseguir "puxar" o outro. E puxam várias vezes, marcando ponto para quem consegue derrubar ou desarticular o outro partido. Nesse jogo vê-se não somente o uso da força. Surge a questão do poder de decisão, que é colocado em evidência. É dada à criança a opção de escolha do partido ao qual quer pertencer. Além disso é também trabalhada a noção de equipe, de conjunto, pois é todo um partido fazendo força para puxar o outro partido.

CABAS – Mãe

 As crianças são divididas em dois grupos: um de roçadores e outro que representa as cabas. Essas sentam-se frente à frente numa pequena roda, cada uma segurando na parte de cima da mão do outro, como se fosse o ninho de cabas. Cantam e balançam as mãos para cima e para baixo. Os roçadores fazem movimentos com os braços, como se estivessem roçando sua plantação até chegar próximo ao ninho de caba. Um deles, sem perceber bate no ninho e as cabas saem a voar e a picar os roçadores. É um salve-se quem puder.As cabas ou marimbondos são insetos muito comuns nas matas.

GAVIÃO E GALINHA - O’ta i inyu

Uma criança mais forte é escolhida para ser o gavião, ave forte e comedora de pintinhos. Outra criança representa a galinha, que fica de braços abertos, tendo atrás de si todos os seus pintinhos. O gavião corre para tentar comer um dos pintos, mas só pode pegar o último. A galinha tenta evitar dando voltas e mais voltas, impedindo que o gavião pegue seu pintinho. O gavião só pode pegar o pinto pelo lado. Não pode tocar por cima. Quando ele consegue, come o pintinho, ou seja, a criança fica de fora da brincadeira. Algumas vezes a criança passa a ser também gavião. Essa é uma brincadeira comum entre as crianças. Quase todos conhecem. Em outra localidade pode até mudar de nome, mas sempre há a figura do gavião como aquela fera que vem para comer os pequenos animais que não podem se defender.

MELANCIA – Woratchia

Crianças representam as melancias, ficando agachadas, em posição grupada, com a cabeça baixa, espalhadas pelo terreno. Existe o dono da plantação de melancias, que fica cuidando, com dois cachorros. Existe outro grupo, que representa os ladrões. Os ladrões vêm devagar, e experimentam as melancias para saber quais estão no ponto de colheita, batendo com os dedos na cabeça das crianças. Quando encontram uma melancia boa, enfiam-lhe um saco, e saem correndo com ela. É aí que o cachorro corre atrás do ladrão para evitar o roubo.

 VIDA 

Jogo de bola semelhante à "queimada". Dois partidos, em seus campos. Uma criança lança a bola e tenta acertar em alguém do outro partido. Se conseguir acertar e a bola cair no solo, a criança "queimada" sai do jogo.

CURUPIRA

Uma criança fica com os olhos vendados. A outra vem e faz com que aquela dê três voltas girando. Depois, ela pergunta: "que tu perdeste"? E ela responde "perdi uma agulha; perdi um terçado; E todas as crianças fazem suas perguntas. Quando chega a vez da última criança, esta pergunta-lhe o que o Curupira quer comer. Quando o curupira tira a venda e vê que não tem a comida que ele pediu, sai correndo atrás das crianças e todos saem em disparada para não serem apanhados. Quem for apanhado passa a ser presa do curupira ou vai desempenhar o seu papel.


JOGO DA ONÇA

Este jogo é jogado no chão, com o tabuleiro traçado na areia. No lugar de peças, os índios utilizam pedras. Uma pedra representa a onça e outras 14, bem parecidas, representam os cachorros. Ele é jogado por dois jogadores. Um deles atua como onça, com o objetivo de capturar os cachorros do adversário. A captura é feita como no jogo de damas. O jogador que atua com os cachorros tem o objetivo de encurralar a onça e deixá-la sem possibilidade de movimentação.

Disponível em: http://criancas.uol.com.br/novidades/ult2367u73.jhtm. Acesso em 26 de agosto de 2010. 

ATIVIDADE 4 

Professor aproveite para apresentar as crianças a diversidade dos brinquedos que os povos indígenas usam. Comente com a turma que as crianças indígenas usam materiais da natureza para confeccionar seus brinquedos. Proponha a confecção de brinquedos indígenas usando material natural ou reciclável. Um brinquedo que é bastante comum no universo das crianças é a peteca, proponha a confecção de uma peteca e a pesquisa de informações sobre como se brinca de peteca. As crianças irão ler as informações e destacar as variações da brincadeira da peteca. Em outro momento organize um campeonato de peteca com os alunos.



Material para confecção da Peteca:

Para confeccionar a peteca escolha alguns materiais de fácil acesso em sua escola/cidade. Pode-se usar folha de jornal, papel celofane de cores diversas, tecido, barbante, fita, penas coloridas, folhas secas grandes, areia, pedras pequenas, sementes, canudos, EVA etc. Após a escolha do material inicie a confecção da peteca. Recorte em círculo o papel ou tecido ou outro material para fazer a parte debaixo, coloque no meio areia ou pedra ou outro e encaixe as penas ou outro material em pé. Depois, segure a parte de cima e prenda com barbante ou outro.


Outra sugestão:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000000967/md.0000010720.jpgo de confecção de petecas:






Recursos Complementares

DICAS DE LIVROS

*O Jogo da Onça e Outras Brincadeiras Indígenas. Antônio Barreto, Mauricio de Araújo Lima. *PANDA BOOKS.
*Coisas de Índio. Daniel Munduruku.Callis.

Avaliação
Observar se os alunos:
 Valorizam as brincadeiras de origem indígena.
Compreendem e respeitam as regras das brincadeiras.
 Ler e interpreta imagens.



Fonte: Portal do professor:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22766http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22766


sábado, 4 de abril de 2015

Cultura Indígena.

Diversidade Cultural: Indígenas.







Clique na imagem para copiar.

Fonte: Guia Prático do Professor de Educação Infantil.

terça-feira, 31 de março de 2015

Quando usar planos, atividades, sequências ou projetos.




Você sabe quando usar planos, atividades, sequências ou projetos?

Para preservar o sentido do conteúdo, evitar sua fragmentação e distribuir os temas em função do tempo de aprendizagem, o ensino pode ser organizado de acordo com as chamadas modalidades organizativas. NOVA ESCOLA utiliza essa abordagem. Abaixo, você confere um resumo sobre cada uma das modalidades:

Plano de aula: Forma de organizar a aula com foco numa atividade específica (leitura exploratório de um texto, resolução de um tipo de um tipo de problema matemático etc.). Como dura apenas uma aula, costuma ser usado para apresentar um conteúdo ou explorar um detalhe dele.

Atenção: Não se esqueça de incluir uma atividade diagnóstica inicial (para verificar os alunos sabem sobre o assunto) e uma avaliação final (para indicar o que aprenderam).

Sequência didáticaConjunto de propostas com ordem crescente de dificuldade. O objetivo é focar conteúdos particulares (por exemplo, a regularidade ortográfica) numa ordenação com começo, meio e fim. Em sua organização, é preciso prever esse tempo e como distribuir as sequências em meio às atividades permanentes e aos projetos. 

Atenção É comum confundir essa modalidade com o trabalho do dia a dia. A questão é: há continuidade? Se a resposta for não, você está usando uma coleção de atividades com a cara de sequência.

Atividade permanente: Também chamada de atividade habitual, é realizada regularmente (todo dia, uma vez por semana ou a cada 15 dias). Ela serve para construir hábitos e familiarizar os alunos com determinados conteúdos. Por exemplo: a leitura diária em voz alta faz com que os estudantes aprendam mais sobre a linguagem e desenvolvam comportamentos leitores.

Atenção: Ao planejar esse tipo de tarefa, é essencial saber o que se quer alcançar, que materiais usar e quanto tempo tudo vai durar. Vale sempre contar para as crianças que a atividade em questão será recorrente. 


Projeto didático: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

Atenção: O erro mais comum é um certo descaso pelo processo de aprendizagem, com um excessivo cuidado em relação à chamada culminância (a elaboração do produto final).  


Direto do site da revista, quando usar projetos, atividades permanentes e sequências didática para trabalhar leitura e produção de texto.

Quando usar projetos, atividades permanentes e sequências didáticas

Projetos
Além de oferecer, como já assinalamos, contextos nos quais a leitura ganha sentido e aparece como uma atividade complexa cujos diversos aspectos se articulam ao se orientar para a realização de um propósito – permitem uma organização muito flexível do tempo: segundo o objetivo que se persiga, um projeto pode ocupar somente uns dias, ou se desenvolver ao longo de vários meses. Os projetos de longa duração proporcionam a oportunidade de compartilhar com os alunos o planejamento da tarefa e sua distribuição no tempo: uma vez fixada a data em que o produto final deve estar elaborado, é possível discutir um cronograma retroativo e definir as etapas que será necessário percorrer, as responsabilidades que cada grupo deverá assumir e as datas que deverão ser respeitadas para se alcançar o combinado no prazo previsto. Por outro lado, a sucessão de projetos diferentes – em cada ano letivo e, em geral, no curso da escolaridade – torna possível voltar a trabalhar sobre a leitura de diferentes pontos de vista, para cumprir diferentes propósitos e em relação a diferentes tipos de texto.

Atividades permanentes
Atividades que se reiteram de forma sistemática e previsível uma vez por semana ou por quinzena, durante vários meses ou ao longo de todo o ano escolar, oferecem a oportunidade de interagir intensamente com um gênero determinado em cada ano da escolaridade e são particularmente apropriadas para comunicar certos aspectos do comportamento leitor. (...) As atividades habituais (ou permanentes) também são adequadas para cumprir outro objetivo didático: o de favorecer a aproximação das crianças a textos que não abordariam por si mesmas por causa da sua extensão. Ler cada semana um capítulo de um romance é uma atividade que costuma ser frutífera nesse sentido. A leitura é compartilhada: a professora e os alunos leem alternadamente em voz alta; escolhe-se um romance de aventuras ou de suspense que possa captar o interesse das crianças e se interrompe a leitura em pontos estratégicos, para criar expectativa.

Sequências didáticas
Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário - Délia Lerner
As sequências de atividades estão direcionadas para se ler com as crianças diferentes exemplares de um mesmo gênero ou subgênero (poemas, contos de aventura, contos fantásticos...), diferentes obras de um mesmo autor ou diferentes textos sobre um mesmo tema. Ao contrário dos projetos, que se orientam para a elaboração de um produto tangível, as sequências incluem situações de leitura cujo único propósito explícito – compartilhado com as crianças – é ler.
Trechos do livro Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário, Délia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 



sábado, 28 de março de 2015

Situações problemas do campo aditivo.

Matemática: Campo Aditivo
Situações problemas e vários caminhos para a resolução.

Objetivos: 
·         Desenvolver um trabalho autônomo frente aos problemas propostos, colocando em jogo os conhecimentos disponíveis (saber que isto não implica necessariamente aplicar uma determinada conta); 
·         Buscar diversos caminhos para a resolução do problema: experimentando, equivocando-se, ajustando seus procedimentos; 
·         Compreender os procedimentos utilizados pelos colegas; 
·         Explicar o procedimento que utilizou para resolver os problemas propostos. 

Conteúdos: 
·         Números e operações;
·         Operações com números naturais;
·         Problemas de adição e subtração;
·         Problemas referentes às ideias de combinar dois estados e de comparar e encontrar a diferença entre duas medidas.

Anos:  e

Tempo estimado: 5 aulas

Desenvolvimento:  1ª etapa 
·         Resolução individual de problema
Proponha aos alunos o seguinte problema:
"Carla tem 27 figurinhas e Rafaela tem 18. Quantas figurinhas Carla tem a mais que Rafaela?"
Neste tipo de problema ocorre uma relação estática entre ambas as quantidades (medidas). Trata-se, na resolução, de comparar duas medidas, quantificando a distância entre elas. Essa classe de problemas é de uma complexidade maior do que as situações em que é necessário juntar ou agregar quantidades. A relação com a subtração não é evidente no início. Ela aparece depois de certas intervenções que você deverá fazer ao observar os procedimentos que as crianças empregam inicialmente para resolver a questão. Essas estratégias podem estar baseadas na contagem (sobre contagem e, às vezes, também na descontagem) ou no cálculo. A criança procura o complemento, da quantidade menor até a maior.

Copie o enunciado na lousa, leia-o em voz alta e dedique algum tempo para comentar o contexto do problema. Verifique se há algo que as crianças não compreenderam.
Esclareça que há diferentes maneiras de buscar a resposta, que cada um pode resolvê-lo como achar melhor e que podem anotar numa folha o que considerarem necessário para a resolução.
Circule pela classe, enquanto os alunos resolvem o problema, respondendo dúvidas, observando como estão resolvendo e selecionando os procedimentos que serão discutidos posteriormente. Não informe nem dê nenhuma pista sobre o tipo de cálculo que resolve o problema para que os alunos desenvolvam procedimentos próprios. Possíveis resoluções para este problema
http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/problemas-do-campo-aditivo
Uma subtração convencional 27-18. No entanto, não é esperado nesse momento que as crianças utilizem esse procedimento, pois o enunciado não menciona a diminuição de nenhuma quantidade;
Descontar ou contar para trás. Isto é, contar do 27 até o 18, controlando nos dedos (ou com desenhos) a quantidade de números que vai falando;
Calcular o complemento de 18 para 27. Isto é, contar do 18 até o 27 ou inferir que 18 +10 dá 28, logo 18+ 9 dá 27;
Contar, utilizando a representação gráfica: desenhando ambos os conjuntos (ou apenas o mais numeroso: 27) e compará-los, estabelecendo no conjunto mais numeroso até onde os conjuntos são equivalentes e qual a diferença entre eles.
Contar apoiado na série numérica.

2ª etapa 
Discussão coletiva
Prepare a segunda aula tabulando a produção das crianças conforme a tabela abaixo
NOME E QUANTIDADE DE ALUNOS
PROCEDIMENTO UTILIZADO

Não apresentaram nenhum procedimento para começar a resolver esse problema.

Somam as duas coleções (procedimento equivocado).

Desenham apenas a coleção maior e contam sobre ela a diferença entre ambas coleções.

Apoiam-se na série numérica e contam sobre ela as peças da coleção.

Contam do 18 até o 27 - calculam o complemento de 18 para 27.

Fazem a subtração convencional 27-18.

Selecione dois procedimentos para colocar em discussão.
Desenho do conjunto maior e contagem sobre ele;
Apoiado na sequência numérica (utilização da tabela);
Chame a primeira criança para explicar seu procedimento aos demais. Lembre-os que estão falando para toda a classe e não apenas para você;
Seu objetivo é difundir o procedimento 2 (apoiado na série numérica), para que os demais possam se apropriar dele ou, ao menos, conheçam uma estratégia diferente da que empregaram. Por isso, centre a discussão na análise e na comparação dos dois modelos de solução.
Espera-se, nesse momento, que as crianças percebam (e deixem isso claro, com as próprias palavras) que o conjunto menor está contido no maior. O que se quer também é que as crianças reflitam sobre como se realiza a comparação, que parte da coleção maior é equivalente à menor e como se estabelece a diferença entre ambas. Por fim, que percebam quais são as diferenças entre os dois procedimentos adotados.

3ª etapa: 
RESOLUÇÃO DE PROBLEMA EM DUPLAS 
Proponha novos problemas do mesmo tipo relação entre duas medidas , envolvendo números diferentes para diferentes crianças;
Peça à classe que se organize em duplas (formadas a partir da tabulação das estratégias utilizadas para resolver o problema anterior);

Problemas:
Para as crianças que não elaboraram uma estratégia própria para resolver o problema proposto na etapa anterior, use números baixos, que poderão ser representados graficamente:

"André tem 8 lápis de cor e seu irmão tem 5. Quantos lápis de cor André tem a mais que seu irmão?"
Para as demais crianças proponha o mesmo problema com números mais altos, incentivando a busca de complemento por meio de sobre contagem ou o apoio no conhecimento sobre o sistema de numeração.

"André tem 36 lápis de cor e seu irmão tem 26. Quantos lápis de cor André tem a mais que seu irmão?"
Se for o caso, proponha para um terceiro grupo números mais altos, porém redondos, para incentivar a utilização de estratégias de cálculo:

"André tem 80 lápis de cor e seu irmão tem 50. Quantos lápis de cor André tem a mais que seu irmão?"
TROCA ENTRE AS DUPLAS:

Durante a resolução, observe as estratégias das crianças. Em seguida, peça aos alunos que utilizaram diferentes caminhos para que troquem de duplas e expliquem seus procedimentos para o novo colega. Incentive-os a comparar. Lembre-se que crianças de 2º ou 3º anos precisam de orientação clara para o trabalho em duplas.

Na medida do possível, registre as discussões de cada dupla. 
4ª etapa 
·         Resolução individual de problema
Organize as crianças em meio-círculo para que todas possam acompanhar a proposta da atividade;
Leve para a sala de aula algumas tampinhas e uma caixa e apresente o seguinte problema:
Nesta caixa há algumas tampinhas. Coloco outras 12. Agora há 25. Quantas tampinhas havia no começo?
Esse tipo de problema envolve uma transformação que relaciona um estado inicial com um estado final. Nesse caso, as crianças precisam encontrar o estado inicial.

POSSÍVEIS RESOLUÇÕES PARA ESTE PROBLEMA:
1. Subtração convencional;
2. Subtrações parciais baseadas na decomposição decimal do subtraendo;
3. Busca de complemento: ir agregando elementos à quantidade de tampinhas colocadas (12) até chegar ao total (25) ou ir procurando, por meio da antecipação de um estado inicial hipotético, a quantidade de tampinhas que faltam ao 12 para chegar ao 25;

4. Somar ao total a quantidade de tampinhas que foram colocadas (procedimento equivocado);
Oriente as crianças para a resolução do problema, pedindo que anotem no papel como estão fazendo. Esse registro é importante, pois contribui para que as crianças organizem suas idéias e para que depois seja possível retomá-las;
Circule pela sala enquanto as crianças resolvem, observando quais procedimentos são empregados por elas.
Observe se as crianças que na aula passada operaram com números mais baixos conseguem elaborar algum tipo de procedimento para resolver o novo problema se for o caso, diminua os números envolvidos.

ORGANIZE O MOMENTO DE DISCUSSÃO E SELECIONE DOIS TIPOS DE PROCEDIMENTO ENVOLVENDO A ADIÇÃO:


1. Crianças que somam as duas quantidades que aparecem no enunciado do problema, realizando um procedimento equivocado. Para evitar constrangimentos, não identifique o autor. Você apresenta esse procedimento;

2. Crianças que estabelecem um estado inicial hipotético, isto é, experimentam somar 10, depois quinze, etc.

Avaliação 
·         Proponha o seguinte problema:

"Lavínia chegou à escola com 14 figurinhas e foi embora com 30. O que aconteceu durante a tarde na escola? Ela ganhou ou perdeu figurinhas? Quantas?"


Esse problema envolve uma transformação positiva com a incógnita na transformação


Possíveis soluções
1. Busca do complemento: contar de um em um do 14 até o 30 ou ir agregando à quantidade inicial +10 +1;


2. Cálculo apoiado no repertório memorizado: se 15+15=30, 14+16=30;
Circule pela sala observando o trabalho dos alunos, esclarecendo dúvidas, cuidando para não sugerir um procedimento;

Ofereça material de apoio quando observar que estão perdidos (observe com atenção alunos que na aula passada não conseguiram elaborar um procedimento para resolver o problema);
Pergunte sempre como fizeram, ajudando-os assim a tomar consciência do que pensaram;
Oriente as crianças a registrar seu pensamento e ajude-os nesse processo. Em alguns casos anote para elas conforme explicam. Em outros, retome, reformule e faça a síntese do que as crianças disseram e peça para que façam as anotações de cálculos parciais para não esquecer-se deles.

MOMENTO DE DISCUSSÃO
Selecione procedimentos para discussão. Analise se todos servem para resolver o problema. Compare-os e reflita sobre as diferenças em termos de economia e confiabilidade.

Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas Séries Iniciais, Mabel Panizza e colaboradores, Ed. Artmed 

Fonte: Site da Revista Nova Escola