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terça-feira, 12 de maio de 2015

Atividades de matemática: Histórias matemáticas

Situações problemas.




Fonte: A Maneira Lúdica de Ensinar Fatos e Operações - Editora FAPI.
Clique nas imagens para copiar.

sábado, 28 de março de 2015

Situações problemas do campo aditivo.

Matemática: Campo Aditivo
Situações problemas e vários caminhos para a resolução.

Objetivos: 
·         Desenvolver um trabalho autônomo frente aos problemas propostos, colocando em jogo os conhecimentos disponíveis (saber que isto não implica necessariamente aplicar uma determinada conta); 
·         Buscar diversos caminhos para a resolução do problema: experimentando, equivocando-se, ajustando seus procedimentos; 
·         Compreender os procedimentos utilizados pelos colegas; 
·         Explicar o procedimento que utilizou para resolver os problemas propostos. 

Conteúdos: 
·         Números e operações;
·         Operações com números naturais;
·         Problemas de adição e subtração;
·         Problemas referentes às ideias de combinar dois estados e de comparar e encontrar a diferença entre duas medidas.

Anos: 2º e 3º

Tempo estimado: 5 aulas

Desenvolvimento:  1ª etapa 
·         Resolução individual de problema
Proponha aos alunos o seguinte problema:
"Carla tem 27 figurinhas e Rafaela tem 18. Quantas figurinhas Carla tem a mais que Rafaela?"
Neste tipo de problema ocorre uma relação estática entre ambas as quantidades (medidas). Trata-se, na resolução, de comparar duas medidas, quantificando a distância entre elas. Essa classe de problemas é de uma complexidade maior do que as situações em que é necessário juntar ou agregar quantidades. A relação com a subtração não é evidente no início. Ela aparece depois de certas intervenções que você deverá fazer ao observar os procedimentos que as crianças empregam inicialmente para resolver a questão. Essas estratégias podem estar baseadas na contagem (sobre contagem e, às vezes, também na descontagem) ou no cálculo. A criança procura o complemento, da quantidade menor até a maior.

Copie o enunciado na lousa, leia-o em voz alta e dedique algum tempo para comentar o contexto do problema. Verifique se há algo que as crianças não compreenderam.
Esclareça que há diferentes maneiras de buscar a resposta, que cada um pode resolvê-lo como achar melhor e que podem anotar numa folha o que considerarem necessário para a resolução.
Circule pela classe, enquanto os alunos resolvem o problema, respondendo dúvidas, observando como estão resolvendo e selecionando os procedimentos que serão discutidos posteriormente. Não informe nem dê nenhuma pista sobre o tipo de cálculo que resolve o problema para que os alunos desenvolvam procedimentos próprios. Possíveis resoluções para este problema
http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/problemas-do-campo-aditivo
Uma subtração convencional 27-18. No entanto, não é esperado nesse momento que as crianças utilizem esse procedimento, pois o enunciado não menciona a diminuição de nenhuma quantidade;
Descontar ou contar para trás. Isto é, contar do 27 até o 18, controlando nos dedos (ou com desenhos) a quantidade de números que vai falando;
Calcular o complemento de 18 para 27. Isto é, contar do 18 até o 27 ou inferir que 18 +10 dá 28, logo 18+ 9 dá 27;
Contar, utilizando a representação gráfica: desenhando ambos os conjuntos (ou apenas o mais numeroso: 27) e compará-los, estabelecendo no conjunto mais numeroso até onde os conjuntos são equivalentes e qual a diferença entre eles.
Contar apoiado na série numérica.

2ª etapa 
Discussão coletiva
Prepare a segunda aula tabulando a produção das crianças conforme a tabela abaixo
NOME E QUANTIDADE DE ALUNOS
PROCEDIMENTO UTILIZADO

Não apresentaram nenhum procedimento para começar a resolver esse problema.

Somam as duas coleções (procedimento equivocado).

Desenham apenas a coleção maior e contam sobre ela a diferença entre ambas coleções.

Apoiam-se na série numérica e contam sobre ela as peças da coleção.

Contam do 18 até o 27 - calculam o complemento de 18 para 27.

Fazem a subtração convencional 27-18.

Selecione dois procedimentos para colocar em discussão.
Desenho do conjunto maior e contagem sobre ele;
Apoiado na sequência numérica (utilização da tabela);
Chame a primeira criança para explicar seu procedimento aos demais. Lembre-os que estão falando para toda a classe e não apenas para você;
Seu objetivo é difundir o procedimento 2 (apoiado na série numérica), para que os demais possam se apropriar dele ou, ao menos, conheçam uma estratégia diferente da que empregaram. Por isso, centre a discussão na análise e na comparação dos dois modelos de solução.
Espera-se, nesse momento, que as crianças percebam (e deixem isso claro, com as próprias palavras) que o conjunto menor está contido no maior. O que se quer também é que as crianças reflitam sobre como se realiza a comparação, que parte da coleção maior é equivalente à menor e como se estabelece a diferença entre ambas. Por fim, que percebam quais são as diferenças entre os dois procedimentos adotados.

3ª etapa: 
RESOLUÇÃO DE PROBLEMA EM DUPLAS 
Proponha novos problemas do mesmo tipo relação entre duas medidas , envolvendo números diferentes para diferentes crianças;
Peça à classe que se organize em duplas (formadas a partir da tabulação das estratégias utilizadas para resolver o problema anterior);

Problemas:
Para as crianças que não elaboraram uma estratégia própria para resolver o problema proposto na etapa anterior, use números baixos, que poderão ser representados graficamente:

"André tem 8 lápis de cor e seu irmão tem 5. Quantos lápis de cor André tem a mais que seu irmão?"
Para as demais crianças proponha o mesmo problema com números mais altos, incentivando a busca de complemento por meio de sobre contagem ou o apoio no conhecimento sobre o sistema de numeração.

"André tem 36 lápis de cor e seu irmão tem 26. Quantos lápis de cor André tem a mais que seu irmão?"
Se for o caso, proponha para um terceiro grupo números mais altos, porém redondos, para incentivar a utilização de estratégias de cálculo:

"André tem 80 lápis de cor e seu irmão tem 50. Quantos lápis de cor André tem a mais que seu irmão?"
TROCA ENTRE AS DUPLAS:

Durante a resolução, observe as estratégias das crianças. Em seguida, peça aos alunos que utilizaram diferentes caminhos para que troquem de duplas e expliquem seus procedimentos para o novo colega. Incentive-os a comparar. Lembre-se que crianças de 2º ou 3º anos precisam de orientação clara para o trabalho em duplas.

Na medida do possível, registre as discussões de cada dupla. 
4ª etapa 
·         Resolução individual de problema
Organize as crianças em meio-círculo para que todas possam acompanhar a proposta da atividade;
Leve para a sala de aula algumas tampinhas e uma caixa e apresente o seguinte problema:
Nesta caixa há algumas tampinhas. Coloco outras 12. Agora há 25. Quantas tampinhas havia no começo?
Esse tipo de problema envolve uma transformação que relaciona um estado inicial com um estado final. Nesse caso, as crianças precisam encontrar o estado inicial.

POSSÍVEIS RESOLUÇÕES PARA ESTE PROBLEMA:
1. Subtração convencional;
2. Subtrações parciais baseadas na decomposição decimal do subtraendo;
3. Busca de complemento: ir agregando elementos à quantidade de tampinhas colocadas (12) até chegar ao total (25) ou ir procurando, por meio da antecipação de um estado inicial hipotético, a quantidade de tampinhas que faltam ao 12 para chegar ao 25;

4. Somar ao total a quantidade de tampinhas que foram colocadas (procedimento equivocado);
Oriente as crianças para a resolução do problema, pedindo que anotem no papel como estão fazendo. Esse registro é importante, pois contribui para que as crianças organizem suas idéias e para que depois seja possível retomá-las;
Circule pela sala enquanto as crianças resolvem, observando quais procedimentos são empregados por elas.
Observe se as crianças que na aula passada operaram com números mais baixos conseguem elaborar algum tipo de procedimento para resolver o novo problema se for o caso, diminua os números envolvidos.

ORGANIZE O MOMENTO DE DISCUSSÃO E SELECIONE DOIS TIPOS DE PROCEDIMENTO ENVOLVENDO A ADIÇÃO:


1. Crianças que somam as duas quantidades que aparecem no enunciado do problema, realizando um procedimento equivocado. Para evitar constrangimentos, não identifique o autor. Você apresenta esse procedimento;

2. Crianças que estabelecem um estado inicial hipotético, isto é, experimentam somar 10, depois quinze, etc.

Avaliação 
·         Proponha o seguinte problema:

"Lavínia chegou à escola com 14 figurinhas e foi embora com 30. O que aconteceu durante a tarde na escola? Ela ganhou ou perdeu figurinhas? Quantas?"


Esse problema envolve uma transformação positiva com a incógnita na transformação


Possíveis soluções
1. Busca do complemento: contar de um em um do 14 até o 30 ou ir agregando à quantidade inicial +10 +1;


2. Cálculo apoiado no repertório memorizado: se 15+15=30, 14+16=30;
Circule pela sala observando o trabalho dos alunos, esclarecendo dúvidas, cuidando para não sugerir um procedimento;

Ofereça material de apoio quando observar que estão perdidos (observe com atenção alunos que na aula passada não conseguiram elaborar um procedimento para resolver o problema);
Pergunte sempre como fizeram, ajudando-os assim a tomar consciência do que pensaram;
Oriente as crianças a registrar seu pensamento e ajude-os nesse processo. Em alguns casos anote para elas conforme explicam. Em outros, retome, reformule e faça a síntese do que as crianças disseram e peça para que façam as anotações de cálculos parciais para não esquecer-se deles.

MOMENTO DE DISCUSSÃO
Selecione procedimentos para discussão. Analise se todos servem para resolver o problema. Compare-os e reflita sobre as diferenças em termos de economia e confiabilidade.

Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas Séries Iniciais, Mabel Panizza e colaboradores, Ed. Artmed 

Fonte: Site da Revista Nova Escola


domingo, 4 de maio de 2014

Plano de aula - Matemática - 1º ano - Adição com cartas.


Planejamento: 
1-) Identificação:

a-) Professora: Zélia
b-) Turma:  1º ano
c-)  Tema: Somando 10
d-) Disciplinas envolvidas: Matemática
e-) Conteúdos: Sistema de  numeração, grandezas e medidas, quantificação, resolução de problemas, atenção e observação, socialização e autonomia.

2-) Objetivos Gerais:

·        Identificar números
·        Entender o sistema de numeração
·        Relacionar número/quantidade
·        Desenvolver habilidades para resolver problemas
·        Desenvolver a atenção e observação
·        Desenvolver a socialização e autonomia


3-) Objetivos Específicos:

  • ·        Identificar números de 1 a 10
  • ·        Entender as regras do jogo
  • ·        Relacionar o numeral a sua quantidade
  • ·        Fazer cálculo mental
  • ·        Desenvolver estratégias para resolver problemas
  • ·        Entender noções de adição
  • ·        Utilizar os dedos para fazer contagem
  • ·        Fazer comparação de quantidade
  • ·        Entender noção de par
  • ·        Desenvolver a atenção e observação
  • ·        Desenvolver autonomia
  • ·        Aceitar as ideias do grupo
  • ·        Socializar-se e respeitar o outro


4-) Desenvolvimento metodológico:

A professora irá apresentar as cartas de 1 baralho para grupos de 2 a 4 jogadores, depois pedir que separem as cartas de 1 (A vale 1) a 9 com os 4 tipos de naipes, totalizando 36 cartas.
O objetivo do jogo é fazer pares com cartas que somando cheguem ao resultado 10.
O jogo dever ser iniciado com um dos jogadores embaralhando as cartas e colocando sobre a mesa 10 cartas viradas para cima. As outras cartas ficarão sobre a mesa em um monte, voltadas para baixo.
O primeiro jogador dever virar uma carta do monte e tentar somá-la com uma das carta da mesa, visando formar par com o total 10. Se conseguir, ficará com o par para si, se não conseguir somar, deixará a carta sobre a mesa, virada para cima, ao lado das outras, passando para o próximo jogador.
A professora deverá intervir nos grupos perguntando se realmente não há sobre a mesa nenhuma carta que é possível somar 10 ou se realmente o par formado pelo jogador somou 10.
Também é preciso incentivar os outros jogadores do grupo a ajudar o colega com a soma de suas cartas.  
O papel do professor durante o jogo é transitar entre os grupos questionando as jogadas dos alunos, fazer com que eles pensem sobre os resultados e percebam as suas estratégias.  
Quando as cartas terminarem, os jogadores deverão contar seu pares ou fazer uma comparação dos montes para saber quem é o ganhador.

 5-) Recursos didáticos:


01 baralho ou papel sulfite 40 para imprimir as cartas conforme modelo em anexo.


Cartas para imprimir em papel cartão ou sulfite 40.













 6-) Avaliação:
Observação pelo professor das estratégias e somas realizadas pelos alunos.

7-) Bibliografia:
A Matemática no Cotidiano Infantil – Jogos e atividades com crianças de 3 a 6 anos para o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático.
Autora: Sílvia Marina Guedes dos Reis.
Editora Papirus



Montei este plano de aula para apresentar para a orientadora do PNAIC/2014.
Este livro da referência bibliográfica é muito bom, ele traz muitas sugestões de atividades para trabalhar na Educação Infantil, 1º e 2º anos.  Vou postar outros planos que estou montando, espero que ajude, tchau! 




terça-feira, 27 de agosto de 2013

Atividades de matemática: noções de adição e subtração.














Olá! Escanei estas atividades de vários livros, mas as imagens não ficaram muito boas. Pode ser que tenha alguma atividade já postada anteriormente, é que fica difícil lembrar de todas as postagens. 
Até mais e boa semana de trabalho. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Atividades de matemática: adição e subtração.






Fonte:


Boa noite!!! Perceberam como as postagens aumentaram? É o Vitor, meu filho e secretário que está escaneando as atividades para mim. Interesses financeiros, claro! Mas tudo bem ...
Aproveitem as postagens,  e não esqueçam de deixar seu recado pra mim, beijos, Zélia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Atividades permanentes com o nome da criança.

Atividades permanentes para trabalhar com nome próprio e da sala



Introdução 
Por que trabalhar com os nomes próprios? As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe.



Objetivos 
Estas atividades permitem às crianças as seguintes aprendizagens: 
- Diferenciar letras e desenhos; 
- Diferenciar letras e números; 
- Diferenciar letras, umas das outras; 
- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome; 
- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc; 
- Orientação da escrita: da esquerda para a direita; 
- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos; 
- O nome das letras; 
- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala); 
- Habilidades grafo-motoras; 
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras. 

O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3... 




É preciso considerar: 



· Os conhecimentos prévios das crianças. 
· O grau de habilidade no uso do sistema alfabético. 
· As características concretas do grupo. 
· As diferenças individuais. 

Conteúdos 
Leitura e escrita de nomes próprios 

Tempo estimado 
Um mês 

Materiais necessários 
- Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos 
- Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás) 
- Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3 

Organização da sala 

Cada tipo de atividade exige uma determinada organização: 

- Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda. 
- Identificação do próprio nome: individual. 
- Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos. 

Desenvolvimento das atividades 
1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos: Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que as crianças distribuam tentando ler os nomes). Lista de chamada da classe. Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, etc. 

2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos. 

3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material da criança, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft. 

4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc 

5. Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo.



Objetivos
Ao final das atividades, a criança deve: 

- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc. 
- Identificar a escrita do próprio nome. 
- Escrever com e sem modelo o próprio nome. 
- Ampliar o repertório de conhecimento de letras. 
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma. 
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas. 

Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes. 

Situação 1- Recolhendo material. Questione as crianças como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para as crianças e peça que cada uma escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc. 

Situação 2 - Construindo um crachá. Questione as crianças como os professores podem fazer para saber o nome de todas nos primeiros dias de atividade. Ajude-as a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada uma que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pela criança). Solicite o uso do crachá diariamente. 

Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula? 

Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que as crianças recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano. 

Identificação do próprio nome 

Dê para cada criança um cartão com o nome dela. 
- Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para a criança identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada. 
- Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível. 
- Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas). 
- Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe

Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe. 

Cada criança poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva. 

Atividade 1- Ditado 
Dite um nome da lista. Cada criança deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a uma criança que escreva aquele nome na lousa. Peça a elas que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todas é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo. 

Atividade 2 - Fazendo a chamada 
Entregue a lista de chamada das crianças da sala. Peça que as crianças digam os nomes das crianças ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa. 

Atividade 3 - Separando nomes de meninas e meninos 
Apresente a lista da chamada da classe. Peça para as crianças separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos. 

Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar a criança a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado. 

Avaliação 
É importante observar e registrar os avanços das crianças na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se as crianças fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem da criança, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para crianças que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel. 

Sugerimos uma planilha de observação de nove colunas, contendo os seguintes campos: 

1. Nome da criança 
2. Escreve sem modelo? 
3. Usa grafias convencionais? 
4. Utiliza a ordem das letras? 
5. Conhece os nomes das letras? 
6. Reconhece outros nomes da classe? 
7. Escreve outros nomes sem modelo? 
8. Utiliza as letras convencionais na escrita dos nomes? 
9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras? 

Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada criança e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe. 

Atividades complementares 
- Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares) 
- Análise de fotos antigas e atuais da criança. 
- Montagem de uma linha do tempo da criança a partir das fotos trazidas.



Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Tolchinsky, Liliana . 1998 . Aprendizagem da Linguagem escrita. Editora Ática. 
Teberosky, Ana. 1994. Aprendendo e escrever. Editora Ática. 1990. Psicopedagogia da Linguagem escrita. Editora Unicamp 1990. Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Editora Unicamp. 
Ferreiro, E & Teberosky A. 1984. Psicogênese da língua escrita. Artes Médicas. 
Curto, L&Morilllo, M&Teixidó, M - Escrever e ler - volumes 1 e 2. Artes Médicas. 
Fonte: Site da Revista Nova Escola.
Suzana Mesquita
Professora, coordenadora pedagógica e formadora de professores.


Boa noite, estava no site da revista Nova Escola e achei essa sequência de atividades para trabalhar com o nome da criança e dos colegas em sala.
As sugestões de atividades são ótimas. Já trabalhei em sala de aula com muitas delas e realmente o nome da criança e da sala, é uma referência muito importante para a ela e o processo de alfabetização pode começar aí, desde o início e no decorrer do ano letivo.
Leia com atenção, vale a pena, são atividades fáceis  e   que trazem ótimos resultados.

Beijos e até mais, Zélia.